O universo da política excretora do Brasil

A constelação política do Brasil ganhou com Eduardo Jorge mais um axioma que fundamenta nossa mentalidade.

Itiberê Muarrek | 01.10.2014

Quando Eduardo Jorge disse "não tenho nada a ver com isso" todo mundo achou "legal" ... No fundo, Eduardo Jorge , Aécio, Dilma e Marina, todos tem muito a ver com Levy Fidelix e, de uma forma ou de outra, todos tem seus partidos-satélites que vivem do Fundo Partidário e trabalham para essas grandes corporações estatais políticas.

O Partido Verde é uma espécie de Plutão, no fundo nem é planeta, e é controlado por Sarney Filho ... assim, como o PT está cada vez mais com cara de uma espécie de Lula do Planeta PMDB, ops, quis dizer Lua do PMDB. Pra não ficar ninguém de fora, o PSDB ainda se mostra como Planeta, mas parece que é só a Luz que nos chega, na verdade, especialistas dizem que esse planeta já explodiu ou se apagou... O PSB é um Planeta em formação reforçado por gases do "meteoro" Marina, no fundo, não é tão grande assim ... Por incrível que pareça, o meteoro Marina segue uma natureza estranha, ele colide e não se fixa em planeta algum, ricocheteia e vai bater em outro, alguns cientistas creêm que deve sossegar depois desta última batida e virar planeta de si mesmo... O nome científico será Rede, mas o folclore o chama de Avatar.

Nessa constelação da Política brasileira, conta-se outros cerca de 25 elementos que vão de satélites, meteoros e quase planetas, que circulam em órbitas caóticas e meio sem noção... Todos se alimentam da energia, ou dinheiro, que o Deus Governo emite desenfreadamente a esses corpos e as centenas de objetos ou detritos gerados pela burocracia, estatismo e sindicalismo que tb só vivem dessa energia roubada, obrigatória. Todas essas centenas de pequenos objetos ou detritos são interdependentes dos planetas, hóspedes ou hospedeiros até.

E aí, vendo a realidade nua e crua, faz sentido o "não tenho nada a ver com isso" ... é cada um por si, seja por interesse pessoal, vaidade retórica, subserviência, messianismo, prepotência, ganância, seja lá o que for, no fundo, ninguém quer se responsabilizar pelo que sai do Sistema Excretor Político Eleitoral brasileiro, mesmo sabendo-se como co-reponsável pelo produto que sai dele...

Acabe o Fundo Partidário, o financiamento de empresas, o voto obrigatório, o Imposto sindical obrigatório e o universo partidário brasileiro vai pro buraco negro em quase sua totalidade... E quem sabe se depois disso não rola um Caos inovativo e se criem coisas melhores que esta M*%#@&^ toda que assistimos nos horários políticos - também obrigatórios